sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Esta Chovendo Vida do Espaço?

Seria esta a primeira visão da humanidade de uma criatura alienígena?
Um grupo britânico de cientistas diz ter coletado bactérias alienígenas na estratosfera terrestre com um voo de balão. Eles defendem a hipótese de que a vida literamente chove do espaço, o tempo todo, pegando carona em poeira de cometas.

O balão não-tripulado foi lançado em 31 de julho, para coincidir com a época das Perseidas (chuva de meteoros proveniente do cometa Swift-Tuttle), com a esperança de que criaturas alienígenas pudessem ter sido depositadas por ela na alta atmosfera.

Eles encontraram a capa (frústula) de sílica de criaturas conhecidas como diatomáceas — um palavrão para designar algas unicelulares capazes de fotossíntese. Até aí, nada demais, essas criaturas existem às pencas na Terra.

O choque é que esta estava a 25 km de altitude. Não há fenômeno atmosférico conhecido capaz de levá-la até lá vinda do chão, salvo talvez a violência de erupções vulcânicas. Os cientistas alertam que não houve nenhuma erupção capaz do feito nos três anos que precederam a expedição.

“Na ausência de um mecanismo pelo qual partículas grandes como essas podem ser transportadas para a estratosfera, só podemos concluir que as entidades biológicas se originaram no espaço”, diz Milton Wainwright, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, autor principal do estudo, publicado no periódico “Journal of Cosmology”.

“Nossa conclusão então é que a vida está continuamente chegando à Terra do espaço, não está restrita a este planeta e quase certamente não se originou aqui”, completa.

CONCLUSÕES DUVIDOSAS

Quem acompanha o Mensageiro Sideral sabe que muitos cientistas estão levando a sério essa ideia da panspermia — a vida pode ter nascido em outro lugar e chegado aqui pronta –, mas é claro que tudo ainda é muito inconclusivo. (Leia mais sobre isso aqui e aqui.)

Primeiro: as criaturas parecem suspeitamente terrestres. E o fato de não conhecermos um mecanismo que pudesse levá-las a 25 km de altitude não quer dizer que não exista um.

Dizem os pesquisadores que pretendem fazer um teste isotópico nas amostras, para determinar que formas atômicas são mais comuns. Se elas vieram do espaço, sua composição deve ser diferente da que seria se fossem formas de vida terráqueas.

Perguntei a Wainwright se não poderiam fazer um teste de DNA nas bichinhas para demonstrar seu não-parentesco com suas contrapartes terrestres. “Os organismos que vemos foram cobertos por ouro para que pudéssemos vê-los sob o microscópio eletrônico, então não podemos analisar seu DNA”, ele me respondeu.

Por ora, a dúvida permanecerá. Em seu favor, há a defesa, por muitos pensadores respeitáveis, dentre eles o físico Freeman Dyson, de que os cometas são o mais provável repositório de vida simples no Universo.

Contra eles está a associação do grupo a Chandra Wickramasinghe, um pesquisador indiano da Universidade de Buckingham (Reino Unido) que defende há décadas a hipótese de que a vida “chove” do espaço, sem conseguir provar ou sequer levar sua hipótese ao “mainstream” científico.

De toda forma, os cientistas nunca estiveram tão perto de compreender o alcance da vida no Sistema Solar — um paradigma que, com toda probabilidade, poderá ser aplicável a todo o Universo.

Fonte: Blog Folha

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