quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Uma em cada cinco estrelas como o Sol possui um planeta com tamanho da Terra e temperatura favorável à vida


Tão longe, tão perto – Uma em cada cinco estrelas como o Sol possui um planeta do tamanho da Terra e com temperatura favorável à vida. É o que concluíram pesquisadores da Califórnia e Havaí, baseados em dados coletados durante quatro anos pelo telescópio espacial Kepler. Embora o resultado seja surpreendente, cientistas são cautelosos: planetas em zonas habitáveis, o que significa que eles recebem entre ¼ e 4 vezes a luz solar que recebemos, não necessariamente são rochosos ou possuem atmosferas propícias à criação de moléculas como o DNA.

Fonte: Estadão

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O planeta solitário que vaga sem sistema solar


PSo J318.5-22 é jovem (para um planeta). E, mesmo sendo praticamente um recém-nascido, ele vaga sozinho pelo espaço, sem uma “estrela-mãe”.

Recentemente descoberto, e com um nome esquisito, este planeta de cerca de 12 milhões de anos de idade está a aproximadamente 80 anos-luz da Terra e é bastante parecido com os gigantes gasosos que orbitam outras estrelas jovens.

O fato dele estar flutuando pelo espaço sem uma estrela o torna um planeta mais fácil de estudar, permitindo compreender como funciona um gigante gasoso em seus primeiros anos. “Nunca vimos antes um objeto flutuando livre que se parecesse com este”, diz o dr. Michael Liu, do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí em Manoa (EUA), chefe da equipe internacional que descobriu o planeta.

“Ele tem todas as características de planetas jovens encontrados orbitando outras estrelas, mas está vagando sozinho. Eu sempre me perguntava se este tipo de objeto solitário existia, e agora eu sei que existem”, conta.

Com todas as características de um planeta que orbita uma estrela jovem, ou seja, uma estrela de menos de 200 milhões de anos, PSO J318.5-22 foi descoberto no meio de dados obtidos pela pesquisa do Pan-STARRS 1 (PS1), feita no telescópio Haleakala, em Maui.

Enquanto procuravam pela assinatura de “estrelas fracassadas”, as anãs marrons, os pesquisadores se depararam com a assinatura de calor do planeta, que tem apenas seis vezes a massa de Júpiter. Estudos posteriores feitos com um telescópio infravermelho mostraram que não se tratava de uma anã marrom, mas de um planeta jovem.

Nos dois anos seguintes à descoberta, os astrônomos observaram a posição do planeta, o que permitiu determinar a sua distância da Terra, e sua trajetória. Pelas características, ele pertence a um grupo de jovens estrelas móveis, Beta Pictoris, que se formou cerca de 12 milhões de anos atrás.

A estrela que dá nome ao grupo, Beta Pictoris, também tem seu planeta gasoso gigante, mas PSO J318.5-22 parece ter uma massa ainda menor do que este último – e segue sua viagem solitária pelo universo.[CNN]

Fonte: Hyperscience

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Qual a diferença entre um asteroide, um cometa, um meteoro e um meteorito?


Sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013, foi um dia de emoções fortes para os habitantes da Terra: algumas horas depois de um meteorito explodir na Rússia e deixar mais de mil feridos, um gigantesco asteroide passou “perto” do nosso planeta. Em meio a esses eventos, muitas pessoas ficaram curiosas a respeito dos diversos corpos celestes (asteroides, cometas, meteoros) que “habitam” o sistema solar. Quais as diferenças entre eles?

Asteróide
Um corpo rochoso inativo, relativamente pequeno, que orbita o sol;

Cometa
Um corpo composto por rocha e gelo, às vezes ativo. Quando o gelo é vaporizado pelo calor do sol, forma-se uma espécie de atmosfera em torno do cometa e, se o objeto estiver em movimento, forma-se uma “calda” de poeira e/ou gás;

Meteoroide
Um pedaço de um cometa ou asteroide que orbita o sol;

Meteoro
Gande corpo rochoso que, quando entra na atmosfera terrestre, queima e, dependendo do tamanho, se desintegra antes de chegar atingir a superfície do planeta;

Meteorito
Um meteoroide que consegue passar pela atmosfera terrestre e atingir a superfície do planeta.

Segundo dados divulgados pela NASA, diariamente a Terra é “bombardeada” por mais de cem toneladas de poeira espacial e partículas do tamanho de grãos de areia.

Cerca de uma vez por ano, um asteroide do tamanho de um carro médio atinge a atmosfera terrestre. A cada 2 mil anos, em média, um meteoroide do tamanho de um campo de futebol atinge a superfície da Terra.

Por fim, a cada alguns milhões de anos, aparece um corpo espacial grande o suficiente para ameaçar a humanidade, caso atinja o planeta – há gigantescas crateras provocadas por esses corpos em outros planetas.

Tamanho é documento
Se um corpo celeste tiver uma largura menor do que 25 metros, é muito provável que se queime na atmosfera terrestre sem causar qualquer dano significativo ao planeta. Se um meteoroide tiver mais de 25 metros, mas menos de um quilômetro de largura, é provável que chegue a danificar consideravelmente a área de impacto e seus arredores.

Acredita-se que qualquer corpo celeste maior que isso poderia causar efeitos globais. Para se ter uma ideia, asteroides encontrados no cinturão entre Marte e Júpiter (e que, não se preocupem, não representam uma ameaça à Terra) podem ter mais de 940 km de largura.

Calcular a órbita de corpos celestes como cometas e asteroides é um trabalho complexo e, como depende de observações feitas em épocas diferentes, pode ser demorado. Contudo, novas tecnologias e novos dados coletados facilitam o trabalho cada vez mais.[NASA] [I F*cking Love Science]

Fonte: Hypescience

Cometa se tornará mais brilhante que a lua cheia


Este ano, dois cometas darão o ar das graças na Terra: PANSTARRS, logo em março, deve fazer um show pelo hemisfério norte, e ISON, que pode tornar-se um cometa muito brilhante e visível em todo o mundo até o final de 2013.
Embora o movimento de um cometa no nosso céu possa ser previsto, seu brilho não pode ser. Sendo assim, os cientistas alertam que é muito cedo para saber se PANSTARRS ou ISON irão mesmo nos deslumbrar. Como já disse uma vez o caçador de cometas David Levy, “os cometas são como gatos, pois eles têm caudas, e fazem exatamente o que querem”.
O telescópio Pan-STARRS, no Havaí, descobriu este cometa em junho de 2011, que recebeu o nome de C/2011 L4 (PANSTARRS).
Em outubro de 2012, seu coma circundante (os fluxos de poeira e gás liberados pelo cometa formam uma enorme e tênue atmosfera em torno dele) foi visto e especulado em 120.000 quilômetros de largura.
Segundo estimativas, em março de 2013 o cometa deve ficar tão brilhante quanto Vênus e tornar-se visível no céu do hemisfério norte após o pôr do sol durante todo o mês. Seu brilho deverá ser maior a cada noite, conforme se move de frente da constelação de Peixes para frente das constelações Pegasus e Andrômeda. Neste momento, sua cauda de poeira brilhante deve ser visível a olho nu.
Em 5 de março, PANSTARRS vai passar mais próximo da Terra, a 1,10 unidades astronômicas (UA). Uma UA equivale a uma distância entre a Terra e o sol, ou cerca de 150 milhões de quilômetros. Isso não representará um risco para nós.
Em 10 de março, ele passará mais próximo do sol, tão perto quanto o planeta mais interno do nosso sistema, Mercúrio, a 0,30 UA, ou cerca de 45 milhões de quilômetros. Os cometas são normalmente mais brilhantes e ativos quando estão mais próximos do sol, quando o aquecimento solar vaporiza o gelo e a poeira da crosta exterior do cometa. Neste momento, ele deve iluminar e desenvolver a longa cauda de poeira clássica de cometa.
Em abril, o cometa certamente irá desaparecer, conforme se move para longe do sol e de volta para as profundezas do espaço. Ainda poderá ser localizado mais ao norte na cúpula o céu e será circumpolar para latitudes setentrionais do hemisfério norte. Isso significa que ele pode ser visível em algum lugar no céu do norte durante toda a noite. Como ele estará perto de outro objeto em nosso céu noturno, a galáxia de Andrômeda, se o cometa realmente for brilhante e tiver uma cauda grande, dará uma fotografia incrível.
O cometa PANSTARRS é considerado um cometa não periódico. Provavelmente levou milhões de anos para vir da grande nuvem de Oort ao nosso sistema solar e, uma vez que passar pelo sol, sua órbita vai encurtar para apenas 110.000 anos. Isso significa que março é, com certeza, uma oportunidade única.
ISON
Astrônomos da Rússia e da Bielorrússia anunciaram a descoberta do cometa C/2012 S1 (ISON) em 24 de setembro de 2012, com imagens coletadas pela Rede Científica Internacional Óptica (ISON, ou International Scientific Optical Network) perto de Kislovodsk, Rússia.
A expectativa é que, por um curto período de tempo, ele se torne tão brilhante quanto uma lua cheia – isso deve ocorrer em seu periélio, ou período mais próximo do sol, por volta de 28 de novembro de 2013.
Concepção artística do cometa ISON na manhã de 10 de dezembro de 2013. A vista é para o leste antes do amanhecer
Em agosto e setembro de 2013, ISON deve tornar-se visível para observadores em locais escuros com pequenos telescópios ou possivelmente até mesmo binóculos. Em outubro de 2013, cometa deve tornar-se visível a olho nu, mas apenas por pouco tempo no início do mês.
Concepção artística de ISON, visão para o oeste, na noite de 18 de dezembro de 2013

Neste momento, ISON passará em frente à constelação de Leão. Ele vai passar primeiro perto da estrela brilhante Regulus, depois do planeta Marte. Esses objetos brilhantes podem ajudar observadores a encontrá-lo no céu.
Em novembro, ISON continuará a se iluminar, uma vez que se aproximará de seu periélio final (ponto mais próximo do nosso sol). Além disso, o comenta vai passar muito perto da brilhante estrela Spica e do planeta Saturno, na constelação de Virgem.
Seu periélio em 28 de novembro será um momento emocionante. O cometa passará a 1,2 milhões de quilômetros da superfície do nosso sol. Se tudo correr bem, e se o cometa não quebrar (como cometas às vezes fazem), ISON pode ficar muito brilhante. Alguns preveem que se torne tão brilhante quanto uma lua cheia.
Isso faria com que ISON fosse visível a olho nu a luz do dia, mas apenas brevemente – se isso realmente acontecer, será preciso olhá-lo com cuidado, por causa do brilho do sol.
Dezembro, se o cometa tiver sobrevivido a sua proximidade com o astro-rei, será o melhor mês para ver ISON. Ele será visível no céu noturno depois do pôr do sol e antes do nascer do sol em todo o planeta (embora possa ser melhor visto do hemisfério norte).
Conforme ISON se distanciar do sol, vai perder seu brilho. Mas, por um tempo, deve ser tão brilhante quanto o planeta mais brilhante do nosso céu, Vênus, e deve ter uma longa cauda de cometa. Em janeiro de 2014, ISON ainda deve ser visível a olho nu.
Naturalmente, os cometas nem sempre correspondem às expectativas. Há uma chance de ISON quebrar-se em fragmentos, como o famoso Cometa Elenin fez, por volta de agosto de 2011. Por outro lado, ele pode sobreviver ao seu encontro com o sol, como o Cometa Lovejoy fez no final de 2011. Se assim for, deve iluminar nossos céus com a sua beleza. E, nesse caso, será visível a todos nós em ambos os hemisférios por pelo menos dois meses, a partir de novembro de 2013 até janeiro de 2014. [EarthSky 1 e 2]
Fonte: Hyperscience